Com um trabalho contínuo de promoção do letramento racial crítico em escolas públicas, a servidora da Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR) Sara Araujo tem levado reflexões sobre igualdade e representatividade a estudantes de diferentes idades. No último dia 31 de outubro, ela ministrou a palestra “Letramento Racial Crítico – Uma Ferramenta de Alteridade” na Colégio Estadual José Luiz Gori, em Mandaguari, em atividade promovida pelo Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nupier). Sara Araujo é analista jurídica da DPE-PR, colaboradora do Nupier e integrante da Comissão Lélia Gonzalez.
A atividade fez parte de uma série de ações voltadas ao letramento racial crítico em escolas públicas, que Sara tem realizado com turmas do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio. “Tenho conversado bastante com alunos e alunas desde a 5ª série até o 3º ano. Tem sido uma alegria, tem sido maravilhoso”, contou.

Durante o encontro, estudantes conheceram a história e a contribuição de personalidades negras que ajudaram a construir o país, como André e Antonio Rebouças, Juliano Moreira, Maria Firmina dos Reis, e Luiz Gama, além de escritoras e escritores contemporâneos como Carla Akotirene, Bárbara Carine, Itamar Vieira Junior e Eliane Alves Cruz.
Sara lembra que as palestras proporcionam momentos ricos de diálogo e reflexão, incentivando os jovens a sonhar e a lutar por um futuro mais justo. Ao final, alguns estudantes relataram o desejo de seguir carreira no Direito e atuar na Defensoria Pública, inspirados pela conversa. “Que nossos filhos possam conhecer nossa história e viver sem medo”, concluiu a servidora.


